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Ser ou não ser um amigável e profissional locutor português a tempo inteiro com estúdio.
Eis a questão.
1 de setembro de 2026
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Eis o que sou, e não sou:
Sou um locutor português com uma cabine acústica insonorizada e tratada acústicamente por uma conceituadíssima empresa do setor.
Sou profissional de voz-off a tempo inteiro, ou seja, geralmente sempre disponível.
Sou cumpridor de prazos.
Sou geralmente rápido a responder a emails e mensagens.
Sou alguém atento ao telemóvel mas se não atendo a chamada ou respondo no whatsapp em poucos minutos é porque estou dentro da cabine a gravar voz-off.
Sou cuidadoso, exigente comigo, e perfeccionista. Mas não ao ponto extremo de nunca concluir as coisas por achar que podem sempre ficar melhores.
Sou crente em ser naturalmente simpático, boa onda, e acredito que é muito fácil trabalhar comigo!
Sou amigo de muitas, mas mesmo muitas pessoas fantásticas que fui, e vou, conhecendo ao longo dos anos em estúdios, agências, produtoras e outras entidades clientes diretas e indiretas, em Portugal e no resto do mundo.
Não sou agente de outros locutores.
Não sou produtor de projectos de voz-off.
Não sou estúdio para arrendar.
Não sou treinador de TTS (Text-to-Speech).
Não sou tradutor profissional.
Não sou locutor do Brasil. O sotaque e algumas expressões em Portugal são diferentes.
Sou Humano. E, por isso, após muitos anos de vivências, também preciso desabafar sobre outras coisas de que definitivamente não sou…
Não sou pai nem professor de alguns, felizmente poucos, colegas do setor audiovisual mal-educados.
Não sou de ficar satisfeito quando me exigem mundos e fundos, cumpro a minha parte, e esquecem-se de me pagar.
Não sou um locutor que pede valores exorbitantemente altos nem inacreditavelmente baixos, desrespeitando a tabela de preços de referência do sector e, como tal, toda a classe de locutores em Portugal, que fica pressionada a também reduzir orçamentos, arriscando acabar, a médio prazo, com o próprio setor profissional, deixando o mundo da voz-off exclusivamente para a Inteligência Artificial, com todos os defeitos e falta de sensibilidade, naturalidade, possibilidade de direção, e nuances que apenas a voz humana pode ter. Se não estou enganado (alerta de sarcasmo), quem escuta locuções ainda são seres humanos. Eu sou alguém que gosta de se conectar com pessoas e prefiro muito mais ouvir um humano real a falar comigo do que um robô.
Eis a questão.
Locutor português
Narrador para documentários
Voz-off em Portugal
Intéprete de voz para publicidade
Dobragem em português
Locução de vídeos corporativos
Voz publicitária
Dobrador com estúdio
Voz institucional
Narração em português
© Marcos Fernandes