Trabalhar com som e locuções dá-me muito prazer e, consequentemente, saúde.
E não é apenas saúde mental, fruto da felicidade profissional.
Para ter a voz a 100% preocupo-me em não me constipar em primaveras instáveis como esta. A saúde vocal agradece.
Preocupo-me em caminhar e ginasticar para compensar as muitas horas sentado a editar áudio no computador. O restante corpo também agradece.
Contas feitas, vida de som = mente sã em corpo são.

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Certo… Mas existem dentes do siso…
Dentes do juizo, dizem. E eu a perdê-lo graças aos outros…
Sim, esses patifes, canalhas deprezíveis, rufias sacanas, infames trastes, vis abjetos malandros desgraçados que não ajudam em nada. Nada! É que nem para mastigar servem. E estorvam o meu trabalho de locutor.
Parece que os sisos andavam a fazer bullying aos outros molares e tive que os mandar arrancar. Mas os patifes, canalhas deprezíveis, rufias sacanas, infames trastes, vis abjetos malandros desgraçados agarraram-se com tudo o que tinham às gengivas e só à bruta é que o cirurgião os tirou.
E agora, dias depois, a mandíbula ainda doi… Muito.
Mesmo a resmungar entredentes, como estou a fazer…
E há voz-off por fazer.
Patifes…